domingo, 22 de agosto de 2010

Geração rasca ... ou à rasca... ou sandwich... ou...

Em 1994,  a propósito da manifestação de alunos contra as propinas, um grupo de estudantes mostra o rabo à ministra da educação com a frase "Não pago" escrita nas respectivas bochechas.
Num editorial do Público, Vicente Jorge Silva chamou-lhe Geração Rasca. 

De lá para cá muitas outras etiquetas se têm atribuído a esta geração pós-25 de Abril. É inegável que os pais desta geração educaram os filhos num contexto muito diferente do que se vivia até então, daí que esta geração marque um ponto de viragem.

Encontrei por acaso este documentário, muito interessante, feito por jovens nascidos na década de 70. Um aspecto que me parece importante salientar é que os participantes deste documentário são na sua maioria filhos da classe média e média-alta, pais com formação académica e alguns deles participantes activos no pós-25 de Abril (não necessariamente na política), sendo portanto aqueles com maiores expectativas quanto ao futuro. 

Infelizmente, na maioria dos casos os jovens desta geração viram as suas expectativas defraudadas.


1ª Parte



Uma na Bravo Outra na Ditadura - parte 1/2 from Andre Valentim Almeida on Vimeo.


2ª Parte



Uma na Bravo Outra na Ditadura - parte 2/2 from Andre Valentim Almeida on Vimeo.

O que mais me entristece é que a probabilidade de um futuro brilhante não aumentou nas gerações seguintes, pelo contrário, mas a maioria dos nossos jovens cresce com a ideia de que tudo é fácil e que os bens materiais que os pais conquistaram são um dado adquirido para eles. Infelizmente não é assim e esse facilitismo reflecte-se no ensino e mais tarde no mercado de trabalho.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

O Inferno a Norte

Estas férias que ontem terminaram ficam marcadas pela vaga de incêndios que presenciávamos e que infelizmente durou os 6 dias que estivemos no Gerês. 

Aos criminosos que provocam os incêndios, a maioria deles na expectativa de daí retirar algum proveito financeiro à custa da desgraça alheia, a sabedoria popular aplica-se: Oxalá gastem todo esse dinheiro na farmácia!

Deixo aqui uma pequena amostra do que presenciámos, sem nunca nos termos dirigido propositadamente a nenhum destes cenários. Pelo contrário, como estávamos de férias com as crianças a nossa intenção foi sempre afastá-los de qualquer perigo.

1. No caminho da Régua para Braga


2. Embora pareça o anoitecer, eram apenas 18h. O incêndio estava relativamente afastado (a cerca de 5 km). Estávamos junto ao rio e na água surgiam pedaços de madeira queimada e cinza. 


3. O fumo envolve-nos e o céu sempre cinzento, a qualquer hora do dia.


4. Na barragem de Caniçada, a paisagem é sempre sublime. Mas agora é também infinitamente triste. Dá ideia de que o que não ardeu ainda está para arder...


5. E para terminar, o regresso a casa. Incêndio em Aveiras, junto à A1.


Já que os incendiários não têm descanso nem consciência, pelo menos que o clima nos dê uma trégua!

domingo, 1 de agosto de 2010

A universalidade da música

Uma amiga de longa data enviou-me o link deste video por email. Adorei e por isso decidi partilhar.




Stand by me!