sábado, 17 de dezembro de 2011

Cavaco Silva na Time Magazine


10 Questions for Portuguese President Aníbal Cavaco Silva
By Jim Frederick Monday, Dec. 12, 2011


One year from now, will the euro be a viable currency?
It will be a worldwide credible currency. Integration is the most important asset Europe has, and the key component to European integration is
the euro. In one year's time, in 20 years' time, the euro will be here.

Para ler na íntegra:
http://www.time.com/time/magazine/article/0,9171,2101057,00.html
 ...

Oxalá ele esteja certo e o Euro sobreviva, caso contrário os tempos que aí vêm serão ainda mais difíceis para todos os Portugueses (e não só).
 Nós estamos mal-servidos de líderes políticos, mas nesse aspecto não vejo melhor por essa Europa fora...

domingo, 4 de dezembro de 2011

Nevoeiro - "Mensagem" de Fernando Pessoa



Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
Define com perfil e ser
Este fulgor baço da terra
Que é Portugal a entristecer –
Brilho sem luz e sem arder,
Como o que o fogo - fátuo encerra.

Ninguém sabe que coisa quer,
Ninguém conhece que alma tem,
Nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ânsia distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro...

É a hora!
                   Valete, Frates




A Mensagem é intemporal e muito apropriada, quer pelo ambiente atmosférico quer pelo clima económico que vivemos.


O poema não é fatalista, evoca D. Sebastião (que regressará numa manhã de nevoeiro para nos salvar) e termina com "Felidades, irmãos"! 

Melhores dias virão.


Neste dia, eu corri com a crise... 
Hoje, para afugentar de vez a melancolia, vou dançar com a Biliticas, à la "Trovolta/Thurman" style! Ela adorou o género!




 

sábado, 22 de outubro de 2011

Numa qualquer Segunda-feira

Para os pescadores deveria ser um dia de pesca como qualquer outro, para os banhista, como nós, que decidimos aproveitar um feriado de Outubro num belo dia de praia, foi um final de dia inesperado.

As gaivotas anunciavam o final do dia e o regresso das redes de pesca...


A luta é desigual e impressionante, nada que se pareça à luta pela sobrevivência homem/peixe, tal como foi retratada por Hemingway em O Velho e o Mar.





 


domingo, 24 de julho de 2011

Livro para as férias - Valter Hugo Mãe


Se eu tivesse começado a ler "A máquina de fazer espanhóis" no início das férias poderia ter apreciado o livro na sua plenitude, como ele merece, mas comecei em Abril/Maio e algures a meio tive de parar..

... quando o Sr. Silva ( personagem principal) começa a fazer amizades no lar para onde o "empurram" depois da morte da mulher, estava eu a lidar com o final das aulas dos meus filhos, os testes de aferição, os exames nacionais, as festas de final de ano, o jantar com as professoras e os outros pais... safa, fico cansada só de relembrar (felizmente que acabou tudo bem, não tivesse eu três grandes motivos de orgulho)...tudo isto somado às atribulações profissionais próprias do final de semestre não permitiram luxos como a leitura e lá se foi o enredo...

Abençoadas férias que me permitiram voltar um pouco atrás e desfrutar deste surpreendente livro, que conseguiu inclusive a proeza de prender o meu marido, dispensando que se reunisse o habitual conjunto infindável de condições para ele se conseguir concentrar e ler 10 linhas seguidas de um livro!

O autor pelos vistos está a fazer sucesso no Brazil e ainda bem!



sexta-feira, 10 de junho de 2011

Dia de Portugal

... de Camões e das Comunidades Portuguesas

Camões representa o génio da pátria e tanto que precisamos agora desse engenho e arte! Acho que este é o poema mias apropriado ao momento que se atravessa:



Esparsa ao desconcerto do mundo

Os bons vi sempre passar
no mundo graves tormentos;
e, pera mais me espantar,
os maus vi sempre nadar
em mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assim
o bem tão mal ordenado,
fui mau; mas fui castigado.
Assim que só pera mim
anda o mundo concertado.


Luís Vaz de Camões

Para esquecermos as dificuldades, venha de lá um manjerico com uma quadra bem brejeira e uma bela sardinhada, que o tempo até ajuda!


 

sábado, 14 de maio de 2011

MUSEUS EM FESTA

Este vai ser o 3º ano que aderimos com entusiasmo à iniciativa... leram bem, crianças e adolescente cá de casa... com entusiasmo... Bem, a verdade verdadinha... é que vão sempre arrastados, mas depois acabam por gostar tanto ou mais do que eu!

Em 2009 começamos o périplo pelo Mãe d'Água (aprovado!),  passamos pelo Museu Nacional de Arte Antiga (lamento dizer mas acharam uma seca, só eu gostei), seguiu-se o Museu dos Coches (todos gostamos, mas estava mesmo a necessitar de um espaço mais arejado) e o ponto alto foi o Palácio Nacional da Ajuda, onde assistimos à representação de uma aula de esgrima na sala D. Carlos.

Em 2010 fomos ao Museus Nacional do Teatro e embora tenham ido todos arrastados, acabaram por apreciar a um concerto jazz muito interessante, todos sentados no chão, pernas cruzados e a 2 metros de distância dos artistas (o Tomás com a sua caderneta de cromos a rebolar pelo chão, que se encontrava cheio de almofadas).

Este ano, depois de ver a programação (aqui) o difícil é escolher, mas o Palácio da Ajuda parece um must! Lá terei eu de utilizar os meus argumentos democráticos: Vamos todos e ponto final!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Para recordar...e para descontrair!

 O Pedro fez anos na terça-feira e a música eleita para lhe dedicar este ano é "At seventeen" de Janis Ian. A letra é demasiado sofrida e datada, mas retrata bem os estereótipos da juventude, que cada vez mais se tendem a perpetuar...

 

A Beatriz tem amanhã o seu primeiro "teste de aflição", como ela uma vez referiu. A directora do colégio recomendou descontracção, uma boa noite de sono e um pequeno almoço reforçado. Nós seguimos à letra e estivemos a dançar uma das minhas referências d' "A dança" - Pulp Fiction. Depois de muito abanar... e ela até tem jeito... a prova de aferição de português vai ser um sucesso!




FEIRA DO LIVRO

Todos os anos cumpro o ritual de levar os meus filhos à Feira do Livro. E todos os anos, invariavelmente, acabo por lá voltar sem eles, para poder escolher os meus livros à vontade.

Este ano ainda só lá fui uma vez, com a Biliticas. Os membros do sexo masculino baldaram-se todos, com a desculpa da chuva, da preguiça, etc..


Apesar dos chuviscos, foi um passeio muito proveitoso:

- A Beatriz conseguiu um autógrafo das autoras da Colecção 7 Irmãos e muita simpatia, particularmente da escritora Maria João Lopo de Carvalho. O próximo livro da colecção sai no dia 12 e a Bitili já anda ansiosa a ver se acaba este livro para ainda ir à feira comprar o outro! O ano passado também lá estivemos no mesmo dia que estas 2 escritoras, mas nessa altura a Beatriz já tinha todos os livros da colecção;

- O Tomás foi verdadeiramente abençoado (sem nada fazer para isso) com um autógrafo do ilustrador do livro da Maria Ducla Soares, O Maluquinho da Bola, o Pedro Leitão. Simpático e de uma generosidade rara nos dias de hoje, fez um desenho personalizado para o Tomás, que, conforme eu lhe expliquei, tinha ficado em casa a jogar Playstation e  futebol no corredor... com a autora não fiquei particularmente impressionada...



terça-feira, 19 de abril de 2011

A solidão dos números primos

Li este livro o ano passado por esta altura e embora não seja extraordinário é inesquecível. De fácil ingestão (leitura fácil) mas de difícil digestão (fica-nos uma certa inquietude).

Recomendei-o ao meu filho, que o começou a ler, mas lhe deu sumiço. O livro encontra-se em parte incerta. Até já pensei em comprar outro, mas ainda não perdi a esperança de o encontrar e que o meu teenager o leia e aprecie. Sem o trauma que Paolo Giordano atribui às principais personagens, também ele é um número divisível apenas por 1 e por ele próprio... (Obs: descobri hoje que o meu allmidy nerd está a uma falta de atingir o limite  anual a filosofia... como é que tal é possível... tudo por causa dos atrasos à primeira hora... culpa da mãe, aponta logo ele em tom acusatório... )

Penso que o filme vai estrear em Portugal e eu quero ir ver, mas dificilmente superará o livro!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Os campeonatos do Tomás

O Tomás adora futebol. Aprendeu a ler precocemente, por causa do futebol. Crava uns eurozitos a toda a família para fazer colecções de cromos. Por ser o mais novo da tribo rapidamente lhe explicaram que a fada ou o ratinho era a mãe e agora troca dentes por carteiras de cromos. Mal os dentes começam a abanar faz contas ao número de carteirinhas que vai receber e já disse: "Primeiro vou abrir uma janela, depois uma porta e quando o 3º dente cair vou ficar com um portão"... e já lá vão dois... por sorte é um intervalinho em cada maxilar!

É sportinguista... mas isso agora não interessa nada (com os resultados que temos tido e como não nasceu para sofrer, desligou, que a sua capacidade de sofrimento ainda é reduzida)...
Tal como o irmão fazia, inventa campeonatos de futebol, faz sorteios e inventa jogos e resultados. Este quadro apresenta os resultados oficiais da "Liga Tomazinho". Ele lê e corrige: "É a liga dos campeões!"




De férias, e como o tempo não está para praia, vinga-se na bola... Hoje teve sorte e oferecemos-lhe uma bola nova que a velha que por aqui anda já deu o tinha a dar (as outras o avô escondeu, para ver se as paredes não sofrem agonias)...