sexta-feira, 9 de julho de 2010

Matilde Rosa Araújo

Soube da morte da escritora através de uma reportagem fascinante que passou na RTP2 em sua homenagem. Tinha que ser na RTP2, aquele canal que pouca gente vê, porque se calhar também pouca gente lê... Quem quiser ver ou rever, esqueça!... porque pelos vistos também não merece destaque no site daquele canal de TV, o que é uma pena.

Uma breve recordação:

" Sabemos todos já, amigos, que há vida e morte. Também isso temos de aprender.
Não fiquem tristes por isso. Vejam como as flores nascem quase transparentes da terra, como as podemos olhar à luz do Sol, e morrem, para de novo nascerem.
Lembrem-se como de um ovo de um pássaro podem sair asas que voem tão alto em dias de Primavera.
E morrem, também, e todas as primaveras nascem de novo.
E, sobretudo, lembrem-se do coração de cada um de nós, desta força imensa.
E não adiem os vossos gestos. Procurar alguém que sofra, que precise de nós, nem sequer é um gesto generoso, deve ser um gesto natural que se não adia."


 in A Fita Vermelha


Ou ainda... 


"Sabiam - ai! todos sabemos! - que desde meninos temos um trabalho enorme a cumprir: tornarmos o corpo mais forte, o coração também.
Quem diz o coração diz aquilo que em nós é capaz de sentir tristeza ou alegria, a saudade, a amizade, o amor.
E os meninos sabiam isso.
Os meninos sabem tanto, tanto, e tanto têm sempre de apredner.
A comer, a andar, a falar, a ler, a escrever, a contar. Tanto, tanta coisa!
Um trabalho tão importante que não pode ser pago com dinheiro mas só com carinho, com alegria. O trabalho de se tornarem fortes de corpo e coração, de se tornarem bons "


in O Palhaço Verde

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