Nem
rei nem lei, nem paz nem guerra,
Define
com perfil e ser
Este
fulgor baço da terra
Que
é Portugal a entristecer –
Brilho
sem luz e sem arder,
Como
o que o fogo - fátuo encerra.
Ninguém
sabe que coisa quer,
Ninguém
conhece que alma tem,
Nem
o que é mal nem o que é bem.
(Que
ânsia distante perto chora?)
Tudo
é incerto e derradeiro.
Tudo
é disperso, nada é inteiro.
Ó
Portugal, hoje és nevoeiro...
É
a hora!
Valete, Frates
A Mensagem é intemporal e muito apropriada, quer pelo ambiente atmosférico quer pelo clima económico que vivemos.
O poema não é fatalista, evoca D. Sebastião (que regressará numa manhã de nevoeiro para nos salvar) e termina com "Felidades, irmãos"!
Melhores dias virão.
Neste dia, eu corri com a crise...
Hoje, para afugentar de vez a melancolia, vou dançar com a Biliticas, à la "Trovolta/Thurman" style! Ela adorou o género!

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